segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Aborto: PT sem dúvidas



O link acima é de deixar de boca aberta: um resumo histórico dos esforços do PT para legalizar o aborto no Brasil. Mesmo para os que já são contra o PT, é muito importante assistir e divulgar pra ter a real noção da proporção da situação. A coisa é séria mesmo, maior e mais complexa do que eu pensava - tem até compromisso na ONU! São 15min onde o bispo da Paraíba fala tudo o que tem que falar sem meias palavras. É marcante a falsidade premeditada para manipular a opinião pública por parte da Dilma, Lula & cia. Todos estes documentos citados no vídeo são a prova mais indubitável do real projeto do PT.

Abraço! - Henrique Cal

sábado, 2 de outubro de 2010

Por que a família?


“Por que a família?” – Tomaz Melendo


Sem família não se pode ser pessoa, ou pelo menos uma pessoa completa, plenamente feita. É a família que nos humaniza e é nela que realizamos o ato mais fundamental da nossa condição: a entrega


PARA AMAR MAIS..., SER MELHOR

Há alguns meses dei uma conferência para um grupo bastante seleto de empresários: um grupo bem internacional... e bem atípico. Tão atípico que me pediram – na qualidade de empresários: o único fator que os unia – que lhes falasse do amor conjugal.

Quando terminei, um mexicano começou a dizer umas coisas que eu não sabia se eram perguntas ou reflexões em público:

– Se não entendi mal, a qualidade do amor entre os esposos não se decide somente dentro do matrimônio. Quem queira amar de verdade tem de esforçar-se por melhorar em toda a vida.

Um sexto sentido fez-me conter a vontade de responder e fiquei em silêncio. E ele de fato prosseguiu:

– Só através da minha melhora pessoal poderei amar mais a minha mulher, pois terei muito mais para dar-lhe cada vez que me entregue a ela.

Resisti de novo à tentação de intervir. Ele acrescentou:

– Além disso, pressinto que estarei desperdiçando esse auto-aperfeiçoamento se eu não o encaminhar para a entrega. E parece-me que isso constitui um claro dever: quanto mais eu melhorar, mais obrigado estarei a dar-me à minha mulher e aos meus filhos.

O silêncio tornou-se mais denso, talvez porque nem ele nem os outros que estavam ouvindo – todos dedicados de corpo e alma aos negócios – se atreviam a tirar a conclusão inevitável. Mas por fim ele a tirou:

– Isso significa, portanto, que a minha realização mais verdadeira e mais radical, não vou encontrá-la na empresa, mas na minha família.

UM INVESTIMENTO DEFINITIVO

(...)

Durante muito tempo, a necessidade da família foi explicada – embora não exclusivamente – enfatizando a múltipla e clara precariedade do homem no que diz respeito à sua sobrevivência. Dizia-se que os instintos permitem que os animais sejam independentes desde muito cedo, enquanto uma criança humana morre inevitavelmente quando abandonada aos seus próprios recursos. Aduziam-se também razões psicológicas, como a ineludível conveniência de evitar a solidão e de distribuir as funções em casa, no trabalho ou nos âmbitos do saber, garantindo uma eficácia maior...

Tudo isso parece-me certo, mas penso que não atinge o núcleo da questão. Se desde a Antigüidade o homem foi considerado como o que há de mais perfeito na Natureza (perfectissimum in tota natura) e se hoje é difícil falar do ser humano sem ressaltar a sua dignidade e a sua grandeza, não é estranho que os animais não precisem de família, mas que ela seja imprescindível ao homem justamente (ousomente ou principalmente) em função da sua fragilidade em comparação com eles?

A mudança radical de perspectiva que proponho com estas linhas é que toda pessoa precisa de uma família, justamente em virtude da sua eminência ou valia: daquilo que em termos metafísicos poderia ser chamado de sua abundância de ser.


UM SER-PARA-O-AMOR

É por isso que a pessoa está chamada a entregar-se. É por isso que a pessoa pode ser definida como princípio (e termo) do amor..., sendo a entrega o ato com que esse amor culmina.

As plantas e os animais, pela sua própria escassez de “ser”, agem quase exclusivamente para garantir a sua própria sobrevivência e a da sua espécie. Porque possuem pouco ser – poderíamos dizer –, têm que dirigir toda a sua atividade para conservá-lo e protegê-lo: fecham-se em si mesmos ou na espécie que lhes é própria.

A pessoa, pelo contrário, “tem ser de sobra”, justamente por causa da nobreza que a sua condição implica. Daí que a sua operação mais própria, precisamente enquanto pessoa, consista em entregar-se, em amar. (E é por isso que só quando ama a sério e se entrega sem medida – “a medida do amor é amar sem medida” – alcança a felicidade.)


A PESSOA COMO DÁDIVA

Nisto o meu amigo mexicano tinha razão. E também em unir essa exigência de entrega com a família. Porque, para que alguém possa dar-se, é preciso que haja uma outra realidade capaz de recebê-lo e disposta a isso, ou melhor, disposta aaceitá-lo livremente. Tal aceitação só pode ser a aceitação de outro “alguém”, de outra pessoa.

Costumo explicar que a grandeza da nossa condição de pessoas é de tal ordem – apesar da consciência que às vezes temos da nossa pequenez e da ruindade de alguns dos nossos pensamentos e ações – que nenhuma dádiva é suficientemente digna de nós..., exceto outra pessoa. Qualquer outra realidade, mesmo o trabalho ou a obra de arte mais excelsa, acaba por ser insuficiente para acolher a sublimidade ligada à condição pessoal: não pode ser o “veículo” da minha pessoa e nem tampouco está à altura daquela pessoa a quem pretendo entregar-me.

Daí que a dádiva, independentemente de qualquer valor material que possa ter, só consiga cumprir o seu papel na medida em que me comprometo – me “integro” – nela. (“Presente, dom, entrega? / Símbolo puro, sinal / de que eu me quero dar”, escreveu magistralmente Salinas) (1).
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(1) ¿Regalo, don, entrega? / Símbolo puro, signo / de que me quiero dar. Pedro Salinas (1892-1951), poeta, tradutor, dramaturgo e professor universitário espanhol. A poesia de Salinas é marcada por um ardente desejo de comunhão, tanto entre as pessoas como entre o corpo e a alma de cada indivíduo. Publicou diversas obras, entre as quais Presagios (1923; poesia), La voz a ti debida (1933; poesia) e o volume de ensaios El defensor (1948).
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Mas eu dizia que além de ser capaz, a outra pessoa tem de estar disposta a acolher-me de maneira incondicional: do contrário, a minha entrega não passaria de mera ilusão, de uma espécie de aborto. Se não há aceitação, é impossível que eu me entregue, por mais que me empenhe (actio est in passo, poder-se-ia afirmar, glosando Aristóteles: o ato de entrega “é” – cumpre-se, atualiza-se – na medida em que o outro me aceita com gosto).


O PORQUÊ DA FAMÍLIA

Pois bem, o âmbito natural em que o ser humano é acolhido sem reservas, pelo mero fato de ser pessoa, é justamente a família. Em qualquer outra instituição (numa empresa, por exemplo), é legítimo e às vezes até necessário avaliar se tenho determinadas qualidades ou aptidões, e o fato de eu eventualmente ser rejeitado por carecer delas não afeta de modo algum a minha dignidade (o igualitarismo que hoje alguns tentam impor a fim de “evitar a discriminação” é radicalmente injusto nesse ponto).

Mas uma família genuína, pelo contrário, quando aceita cada um dos seus membros levando em conta a sua condição de pessoas – da mesma forma que as outras instituições o fazem (daí o famoso preceito kantiano de “tratar sempre o outro como pessoa”) –, não acrescenta mais nada: o fato de serem pessoas já é o bastante. Ao acolher assim os seus membros, permite que se entreguem e se desenvolvam como pessoas.

Por isso pode-se afirmar que, sem família, não se pode ser pessoa, ou pelo menos uma pessoa completa, plenamente feita. E isso, segundo o que acabo de sugerir, não se deve primariamente a nenhuma carência, mas ao contrário: deve-se ao nosso próprio excesso, que nos “obriga” à entrega de nós mesmos, sob pena de ficarmos frustrados por não termos conseguido levar a cabo o que a nossa natureza e o nosso ser exigem.

Penso que essa inversão de perspectiva (que não nega a verdade do ponto de vista complementar) tem muitas implicações e conseqüências.

No âmbito doméstico, por exemplo, explica por que a família não é uma instituição “inventada” para socorro dos fracos e dos desvalidos (crianças, doentes, anciãos). Muito pelo contrário: quanto mais perfeição um ser humano alcança, quanto mais maduro é um pai ou uma mãe, mais precisa da família, justamente para crescer como pessoa, dando-se e sendo aceito, amando..., e além disso com a guarda baixa, sem ter de “demonstrar” nada para ser querido.

(...)

O que acabo de apontar reforça três das minhas mais arraigadas convicções:

– A primeira, uma fé absoluta no ser humano, na sua capacidade de retificar o rumo e de superar-se a si mesmo. Não se deve confundir diagnóstico com terapia. Do mesmo modo que a Filosofia, um diagnóstico não deve ser nunca otimista nem pessimista; não deve ser nem interessante nem desprezível; nem lucrativo nem descartável: deve simplesmente ser verdadeiro ou falso. Quanto mal não faria o “otimismo” de diagnosticar como sendo uma simples dor de cabeça o que na verdade é um tumor cerebral maligno!

– Em segundo lugar, que o homem atual tem de dar-se conta de como é grande é a sua dignidade, a fim de poder agir de acordo com ela... e alcançar a própria perfeição e a alegria que dela decorre.

– Por fim, que o “lugar natural” para “aprender a ser pessoa” – o único verdadeiramente imprescindível e suficiente – é a família. Não só para a criança, mas também para o adolescente que parece negá-la, para o jovem que tem diante de si um deslumbrante leque de possibilidades, para o adulto na plenitude das suas faculdades, para o ancião que parece declinar... Todos eles forjam e revitalizam a sua índole pessoal, dia após dia, no seio do seu lar.

E assim, temperados e reconstituídos, são capazes de converter o mundo, de humanizá-lo.

Por isso a família.

Tomás Melendo
Catedrático de Filosofia e Diretor dos Estudos Universitários sobre a Família da Universidade de Málaga (Espanha)


Fonte: Texto cedido pelo autor
Link: 

Tradução: Quadrante

terça-feira, 22 de junho de 2010

Realizadores, conformados e procrastinadores

Pequeno e interessante texto sobre gestão do tempo nesta época do ano.

Os realizadores, os conformados e os procrastinadores.

Uma forma fácil de entendermos o ritmo produtivo e evolução das pessoas é dividi-lo em três grandes grupos:

  • Os realizadores – são aqueles que saem do lugar e fa zem alguma coisa seja para atingir seus objetivos, dar saltos na carreira, viver melhor seus relacionamentos e ter mais saúde e prosperidade em todos os sentidos.
  • Os conformados – são aqueles que já assumiram que simplesmente nãobarriga-cerveceradá pra mudar, que a vida é assim mesmo, que ele não nasceu com o “rabicó” virado para a lua e que acredita que time que está empantando pelo menos não tá perdendo.
  • Os procrastinadores – são aqueles que até tem vontade d e mudar, de fazer algo diferente, que se motivam para criar planos, mas na hora H alguma coisa os impede de dar o próximo passo.

A parte triste dessa divisão é que todo mundo, pelo menos uma vez na vida, já teve um desses perfis presente na sua rotina. Não é verdade? Ninguém é 100% realizador. Com certeza, o Bill Gates, Steve Jobs, Sílvio Santos, João Doria ou qualquer outro desses personagens que são extremamente bem sucedidos, já tiveram seus dias de procrastinadores e conformados.

Só que essas pessoas tem uma coisa em comum: eles conseguem administrar esses perfis e voltam rapidamente para o perfil realizador. Eles entendem que ninguém é inabalável, mas que todos tem uma capacidade inigualável de seguir em frente, no perfil adequado.

Em qual perfil você está vivendo hoje em dia? Que tal aproveitar que praticamente 50% do ano já foi embora para começar a viver no perfil mais adequado?

Entrar no perfil dos realizadores não é uma coisa do outro mundo, se eu pudesse definir 5 passos chave para começar a realizar, eles seriam:

1 – Aprenda a administrar bem o tempo que você tem para ter mais energia paracaixamagicafocar nas coisas que você gostaria de realizar.

2 – Defina 1-2 pequenas ou médias realizações que gostaria de ter nesse próximo semestre, compartilhe com uma pessoa de extrema confiança e siga os passos nesse postpara montar o objetivo.

3 – Crie uma disciplina mental de pelo menos diariamente ler e revisar os planos dessas realizações. Algo que o mantenha conectado ao que deve ser feito.

4 – Ache uma forma de vencer a procrastinação ou o confirmismo quando ele aparecer. Pode ser um vídeo, um filme motivador, um amigo que possa dar força, uma saco de porrada, etc. Toda vez que eu fico desmotivado, eu visito o site do meu concorrente mais medíocre e que faz o maior sucesso nos EUA, impressionante como isso me anima e me faz sair do lugar.

5 – Faça um mapa mental com as possibilidades de mudanças, próximos passos, idéias ou pequenas coisas que podem te ajudar a chegar no seu resultado. A função desse exercício é colocar sua mente para criar ações executáveis e não apenas “contemplações conformistas”.

Se não conhecer a técnica de mapas mentais, rabisque em uma folha de papel uma linha de um ponto A para o ponto B e no meio da linha comece a colocar pequenas ações (ou idéias) que vão te ajudar a chegar lá, depois refine esse rascunho em ações com datas na agenda. Veja esse exemplo:

image

E você? Que dicas você tem para sair da Procrastinação ou do Conformismo?


Fonte:
http://goo.gl/hjTE

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Família em primeiro lugar

Há vinte anos presenciei uma cena que modificou radicalmente minha vida. Foi num almoço com um empresário respeitado e bem mais velho que eu. Ele
era um dos poucos engajados no social, embora fosse pessoalmente um workaholic.

O encontro foi na própria empresa, ele não tinha
tempo para almoçar com a família em casa nem com
os amigos num restaurante. Os amigos tinham de ir até ele.

Seus olhos estavam estranhos, achei até que vi uma lágrima no olho esquerdo. Bobagem minha pensei, homens não choram, especialmente na frente de outros. 

Mas durante a sobremesa ele começou a chorar copiosamente. Fiquei imaginando o que eu poderia ter dito de errado. Supus que ele tivesse lembrado dos impostos pagos no dia, impostos que ele sabia que nunca seriam usados para o social.
"Minha filha vai se casar amanhã", disse sem jeito, "e só agora a ficha caiu. Eu fui um tremendo de um workaholic e agora percebo que mal a conheci. Conheço tudo sobre meu negócio, mal conheço minha própria filha. Dediquei todo o tempo a minha empresa e me esqueci de me dedicar à família."
Voltei para casa arrasado. Por meses eu me lembrava dessa cena patética e sonhava com ela. Prometi a mim mesmo e a minha esposa que nunca aceitaria seguir uma carreira assim.
Colocar a família em primeiro lugar não é uma proposição ética tão óbvia, trivial, nem tão aceita por aí. Basta entrar na internet e você encontrará milhares de artigos que lhe dirão para colocar em primeiro lugar os outros - a sociedade, os amigos, o dever, o trabalho, o cliente, raramente a família.
Normalmente, a grande discussão é como conciliar o conflito entre trabalho e família, e a saída salomônica é afirmar que dá para fazer ambos. Será?
O cinema americano vive mostrando o clichê do executivo atarefado que não consegue chegar a tempo à peça de teatro da filha ou ao campeonato mirim de seu filho. Ele se atrasou justamente porque tentou "conciliar" trabalho e família. Só que surgiu um imprevisto de última hora, e a cena termina com o pai contando uma mentira ou dando uma desculpa esfarrapada.
Se tivesse colocado a família em primeiro lugar, esse executivo teria chegado a tempo, teria levado pessoalmente a criança ao evento, teria dado a ela o suporte psicológico necessário nos momentos de angústia que antecedem um teatro ou um jogo.
A questão é justamente essa. Se você, como eu e a grande maioria das pessoas, tem de "conciliar" família com amigos, trabalho, carreira ou política, é imprescindível determinar, muito antes das inevitáveis crises, quem você prioriza e coloca em primeiro lugar. Você não terá de tomar difíceis decisões de lealdade na última hora, pois a opção já terá sido previamente discutida e emocionalmente internalizada.
Na época pensava deixar de ser professor da USP, apesar do ambiente tranqüilo e dos três meses de férias que a carreira proporcionava. Mas aquele almoço me fez ficar, para desespero de meus alunos.
Colocar a família em primeiro lugar tem um custo com o qual nem todos podem arcar. Implica menos dinheiro, fama e projeção social. Muitos de seus amigos poderão ficar ricos, mais famosos que você e um dia olhá-lo com desdém. Nessas horas, o consolo é lembrar um velho ditado que define bem por que priorizar a família vale a pena: "Nenhum sucesso na vida compensa um fracasso no lar".
Qual o verdadeiro "sucesso" de ter um filho drogado por falta de atenção, carinho e tempo para ouvi-lo no dia a dia? De que adianta fazer uma fortuna para ter de dividi-la pela metade num ruinoso divórcio e pagar pensão à ex-esposa para o resto da vida? De que adianta ser um executivo bem-sucedido e depois chorar na sobremesa porque não conheceu sequer a própria filha?
Os leitores que ficaram indignados porque não tiro férias podem ficar tranqüilos. Eu só não tiro férias aqui da Veja, como a maioria dos colunistas.

Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br) 

Artigo Publicado na Revista Veja, edição 1739, ano 35, nº 7, 20 de fevereiro de 2002, página 26.